"O treinamento corporal tende a perfeição" quando ouvi pela primeira vez essa frase do professor de educação física e fisioterapeuta Julião Castello não tive a real compreensão. Existe certo preconceito por parte de alunos, professores e profissionais da área de saúde que treinar com objetivos estéticos não seja politicamente correto, que os resultados estéticos só podem ser alcançados como conseqüência dos treinos voltados à saúde. Nos meus 18 anos de experiência dentro de uma sala de musculação, percebi que os alunos na conversa inicial com os professores passam a preocupação com a sua saúde, mas não terminam sem antes pedir que diminua seus pneuzinhos.
Os objetivos como aumentar sua massa muscular ou diminuir o percentual de gordura tem como resultados também a melhoria dos índices de saúde desde que não haja uma exacerbação da realidade, o que também pode ser entendido como os treinamentos com resultados atléticos. Desde que não haja excessos no treinamento e utilização de drogas, não vejo problema em um aluno querer cerca de 10% de gordura corporal e a musculatura do peitoral definida, isso não diminuirá os níveis de inteligência como acredita alguns desinformados.
Cabe aos profissionais envolvidos com a atividade física procurar motivos para que a população pratique mais exercícios e incentive a melhora da aparência para certamente resultar na alta estima e contribuir muito com a saúde corporal quanto a mental, realizando assim benefícios estéticos e saudáveis para as pessoas. Ou seja, a utopia da perfeição pode ser encontrada com um bom treinamento muscular, aeróbico e de flexibilidade respeitando os limites de cada um.